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Livro de Jair Cardoso é lançado no Palácio Rio Branco, em Salvador

Livro de Jair Cardoso é lançado no Palácio Rio Branco, em Salvador

O elegante Palácio Rio Branco, também conhecido como Palácio dos Governadores, abriu as suas portas no último dia 17 de novembro para o concorrido lançamento do livro “Entre as Leis e as Letras: escrevivências identitárias negras de Luiz Gama”, de autoria do professor e advogado Jair Cardoso dos Santos.

Lançado pela Comissão de Promoção da Igualdade Racial da OAB – Ordem dos Advogados do Brasil e Editora Quarteto, o evento contou com a participação de centenas de pessoas de diversas cidades da Bahia – principalmente de Salvador e Candeias – e da cidade de  São Paulo: militantes de movimentos negros, professores, advogados, estudantes e representantes de associações da capital e do interior baiano fizeram o livro bater o recorde de vendas da Editora Quarteto em dia de lançamento.

O livro é fruto de dissertação de Mestrado apresentada por Jair Cardoso, que nos anos de 2014 e 2015 fez pesquisas nos Estados da Bahia e São Paulo sobre a vida, atuação e pensamento de vanguarda do baiano Luiz Gama, filho da revolucionária Luíza Mahim. “Apesar de a altiva Luíza Mahim ser conhecida na Bahia, muitas pessoas não sabem que ela teve um filho que foi escravizado pelo próprio pai e levado para São Paulo, onde, como uma verdadeira fênix, conseguiu se libertar e tornou-se o primeiro poeta negro a publicar um livro no Brasil e um grande advogado, que libertou mais de 500 pessoas escravizadas”, ressaltou Jair Cardoso. “‘Entre as Leis e as Letras’ traz a escrita/vivência de alteridade do valoroso Luiz Gama, afirmando e valorizando a sua pertença étnico-racial, defendendo a igualdade entre negros e brancos, exaltando a beleza da mulher negra, combatendo a escravização de pessoas e satirizando o racismo”, analisa o autor.

O livro revela um personagem altivo, que usou do poder da palavra para viver “entre as Leis e as Letras”, fazendo do Direito e da Literatura instrumentos para combater a discriminação racial. O autor continuou informando que Luiz Gama superou todos os obstáculos, tornando-se também jornalista, líder abolicionista e republicano, venerável de loja maçônica por quatro mandatos e orador nato, ressignificando totalmente a sua vida de ex-escravo e concluiu: “Ele é um grande exemplo a ser seguido por todos nós, brasileiros”.

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