A tragédia da Farmácia Pague Menos, em Camaçari, que vitimou 10 pessoas entre elas funcionários e clientes, completou três anos neste sábado (23). Familiares das vítimas aguardam até hoje por julgamento.
Há dois meses e nove dias, (10 de setembro), oito réus do processo criminal foram ouvidos na última audiência do caso no Fórum Criminal de Camaçari. A gerente da farmácia e três funcionários que trabalhavam na reforma da loja foram responsabilizados.
O diretor e o gerente regional da Pague Menos e os donos das empresas de manutenção Chianca, que fazia reforma no telhado, e AR Empreendimentos, que fazia reparos no sistema de ar-condicionado, também foram indiciados. A polícia concluiu que eles desrespeitaram regras indispensáveis para a segurança dos clientes e funcionários.
No dia da explosão, funcionários da Chianca faziam reformas no telhado da farmácia e outros, da AR Empreendimentos, trabalhavam na manutenção do sistema de gás e ar-condicionado do estabelecimento. Os peritos concluíram que, primeiro, houve uma explosão provocada por um vazamento de gás, seguida de um incêndio e, depois, do desabamento do telhado.
Os indiciados são: Josué Ubiranilson Alves, diretor da empresa Pague Menos; Augusto Alves Pereira, gerente regional da Pague Menos; Maria Rita Santos Sampaio, gerente da farmácia incendiada; Erick Bezerra Chianca, sócio da empresa de manutenção Chianca; Rafael Fabrício Nascimento de Almeida, sócio da empresa de manutenção AR Empreendimentos; e Luciano Santos Silva, técnico em refrigeração pela AR Empreendimentos.
Esses seis respondem por homicídio por dolo eventual e tentativas, ou seja, não tinham a intenção de matar, mas assumiram os riscos. Dois funcionários da Chianca – Fernando Vieira de Farias e Edilson Soares de Souza – foram indiciados por homicídio culposo (quando não há a intenção de matar). A polícia acusou os dois de terem sido negligentes durante o serviço. A pena por cada homicídio doloso varia de 6 e 12 anos de prisão. Foram dez vítimas.
Por- Mais Região
