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Na corrida contra o relógio para encontrar um tratamento eficaz contra o novo coronavírus, Alemanha e Reino Unido iniciaram testes com duas vacinas diferentes contra a doença. Os dois países esperam disponibilizá-las para o público dentro de alguns meses. A Universidade de Oxford deve dar início nesta quinta-feira (23) a exames clínicos da substância em humanos. A primeira bateria de testes servirá para avaliar a segurança e a eficácia da vacina.

No total, 1.112 voluntários participam do experimento. Destes, 551 receberão uma dose da potencial vacina contra a Covid-19, e a outra metade uma vacina padrão. Dez participantes receberão duas doses da substância experimental, com um intervalo de quatro semanas. O tratamento desenvolvido pela Universidade de Oxford é baseado em um adenovírus modificado que afeta os chimpanzés. Segundo a equipe, liderada pela pesquisadora Sarah Gilbert, a vacina pode “gerar uma forte resposta imune com uma dose única e não é um vírus replicante”, portanto “não pode causar infecção contínua no indivíduo vacinado”. Isso torna “mais seguro para crianças, idosos” e pacientes com doenças crônicas, diabetes.
Os trabalhos da Universidade de Oxford são apoiados pelo governo britânico, cujo ministro da Saúde, Matt Hancock, elogiou os esforços dos cientistas. Para ele, há um “desenvolvimento promissor” de uma vacina em andamento no Reino Unido. A equipe da pesquisadora Sarah Gilbert aposta em 80% de sucesso deste tratamento. Caso ele traga resultados em humanos, a previsão é de produzir um milhão de doses e disponibilizá-las até setembro, quando começa o outono no Hemisfério Norte.
