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M. de Deus: “O comerciante que sobrevive da venda do dia a dia não suportou”, revela Cunha

M. de Deus: “O comerciante que sobrevive da venda do dia a dia não suportou”, revela Cunha

O presidente em exercício da Associação Comercial e Industrial de Madre de Deus (ACIM), Carlos Cunha, falou com exclusividade ao portal Madre Notícias sobre o momento que o comercio da cidade vive em relação pandemia do coronavírus. Na conversa, Cunha fala das medidas adotadas ainda na gestão do ex-prefeito Jeferson Andrade e também dos problemas internos sofridos pelos empresários da cidade.

Em outros momentos, Cunha comenta da expectativa de conversa com o novo prefeito Jailton Polícia (PTB) e dá sua opinião sobre o fechamento do comercio na cidade. Atualmente a ACIM conta com pouco mais de 200 associados.

Leia a entrevista na íntegra

Madre Notícias: Como a ACIM está enfrentando esse momento de fechamento do comércio?

Carlos Cunha: Sabemos que esse é um momento muito delicado que o mundo está vivendo. O Surto do COVID-19! É, antes de tudo, uma tragédia humana afetando milhares de pessoas. A ACIM vem enfrentando o momento com muita preocupação, dificuldade e buscando juntos com os associados encontrar possibilidades e estratégias. Dessa forma poderemos alinhar junto com o poder municipal a melhor forma de conduzir para que amenize os fatores negativos no comércio.

MN: Qual o impacto do fechamento do comércio no lucro dos empresários?

CC: Confesso que nossa maior preocupação nesse momento difícil não está sendo no lucro e sim no cumprimento do pagamento das despesas, principalmente as fixas: a exemplo de energia ,aluguel, folhas… Dentre tantas outras (contas) que tem sido nosso maior desafio. Sem receita e serviço estamos acumulando um saldo negativo de despesas, isso é muito preocupante.

MN: Qual o número demissões de funcionários do comércio até a presente data?

CC: Não temos um numero exato nesse momento, mas posso te afirmar que as demissões estão em alta escala.

MN: Algum comércio teve que ser fechado por causa da medida obrigatória?

CC: Sim! Alguns comerciantes estão tentando se manter ativo, adotaram a suspensão de trabalho pelo prazo de 60 dias, como prevê a medida provisória do governo federal, mas aquele comerciante menor que sobrevive da venda do dia a dia não suportou e infelizmente teve que rescindir os contratos de trabalho dos colaboradores.

MN: Existe alguma ação da ACIM para diminuir o impacto do fechamento do comércio?

CC: Esse é um momento de união e a gente, enquanto associação estamos buscando juntos com os associados opiniões, ideias e possibilidades para levarmos para o poder municipal para que juntos encontremos o melhor caminho para venceremos essa crise.

MN: Como a ACIM enxerga as medidas adotadas pela prefeitura até aqui?

CC: Em um momento de Pandemia temos acompanhado os esforços e ações que o poder público local vem criando para tentar manter um equilíbrio entre a vida e economia, portanto, não poderíamos de nos esquivar de parabenizar a Prefeitura por estar cumprindo o seu papel enquanto instituição Pública. E sempre tivemos portas abertas com o poder Municipal para ouvir nossas solicitações!

MN: Na opinião do senhor o comércio deveria continuar fechado ou já passou da hora de abrir?

CC: A gente entende que nesse momento a prioridade é o isolamento social preservando vidas, porém acreditamos que juntos podemos criar ações e estratégias para flexibilizar a aberta gradual do comércio local criando ações  fiscalizadoras não deixando de cumprir todas as recomendações da OMS(Organização Mundial de Saúde). Já tínhamos uma reunião agendada com o antigo gestor municipal, mas diante de toda mudança no cenário político de nossa cidade, estamos aguardando a transição do novo governo para alinharmos uma conversar o mais breve possível, na qual trataremos de ações conjuntas onde ambas as partes não sairiam prejudicadas.

MN: A associação está otimista quanto a retomada dos trabalhos do comércio pós pandemia?

CC: A esperança e a fé é o que nos move nesse momento. A gente tenta enxergar uma luz no fim do túnel. O momento é muito preocupante e são tantas as variáveis em jogo que qualquer previsão poderá ser frustrada. A única certeza que temos é a mudança. Cultivamos uma visão otimista e torcemos para que esse vírus acabe, gerando assim mais união do que divisão.

ACIM sob nova direção

Cunha era vice na chapa do ex-presidente da ACIM Ivanilson Souza, que pediu para deixar o cargo em setembro do ano passado alegando questões pessoais e uma possível pré-candidatura a prefeito. O mandato da chapa finalizou em janeiro deste ano, sendo eleito, em votação o radialista Sergio Aguiar, como novo presidente, tendo como vice “Reizinho” do Açai Real.

Como a ata ainda não foi registrada em cartório, então Carlos Cunha ainda responde, interinamente, pela associação.

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