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Empresário é preso em Irecê acusado de sonegar cerca de R$ 12 milhões em impostos

Empresário é preso em Irecê acusado de sonegar cerca de R$ 12 milhões em impostos

Foto-Divulgação SSP

Um empresário dono de empresas supermercadistas em Irecê, distante  550 km, de Salvador, foi preso na manhã desta quinta-feira (29), após deflagração da Operação Marca-Passo. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), o comerciante é acusado de sonegar cerca de R$ 12 milhões em impostos. Nas buscas, foram encontrados na residência dele quatro armas sem registros, diversas munições e documentos.

Ainda de acordo com a SSP, o empresário já acumula passagens na polícia pelos crimes de furto qualificado, formação de quadrilha e receptação, crime pelo qual cumpriu pena em regime fechado por oito meses.

A ação foi realizada pela Coordenação Especializada de Combate à Corrupção e Lavagem de Dinheiro (Ceccor-LD/Dececap) do Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Draco), pelo Ministério Público Estadual e pela Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia.  

Os cinco mandados de busca e apreensão, expedidos pela comarca de Irecê, foram cumpridos nos estabelecimentos comerciais do proprietário. “O resultado da busca foi muito exitosa. Conseguimos encontrar documentos que permitirão aprofundar a investigação. Além do mais, foi possível a localização de um importante armamento, sem o registro devido, razão pela qual o investigado será autuado em flagrante por posse ilegal dessas armas”, relatou o diretor do Draco, delegado José Alves Bezerra Júnior.

Já a delegada Nayara Brito, Núcleo Fiscal da Dececap, conta como o crime se baseava. “O investigado principal utilizou a estratégia de criar de forma sucessiva empresas com razões sociais diferentes em nome de terceiros, ‘laranjas’, mas com nomes fantasias e endereços similares, para manter a mesma clientela, o mesmo fundo de comércio, crédito com fornecedores, valor da marca e ponto comercial. Inclusive, o investigado principal e a esposa passaram a ser registrados como empregados dos estabelecimentos, sendo que são os verdadeiros proprietários”, explicou.

Fonte: SSP-BA

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