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Pra onde vamos? Pergunta moradora de Madre de Deus, sobre desapropriação de área

Pra onde vamos? Pergunta moradora de Madre de Deus, sobre desapropriação de área

O que você faria se a maioria de seus vizinhos fosse obrigados a deixar o bairro onde moram por várias décadas e o local ficasse praticamente desolado sem uma definição sobre o futuro? Essa é a situação dos moradores que residem na rua Santos Dumont, Bairro Apicum, em Madre de Deus, região metropolitana de Salvador, onde cerca de 200 famílias, serão retiradas do local, devido a contaminação por produtos tóxico, no terreno da Companhia de Carbonos Coloidais (CCC).

O processo de retirada deu início, após o Decreto 030/2021, de 16 de fevereiro, publicado pela prefeitura de Madre de Deus, tornando a área “contaminada,’’ Utilidade Pública. Em seguida, um Termo de Compromisso Ambiental ( TCA ), foi assinado junto ao Ministério Público da Bahia MPE/ BA, com as empresas: Braskem S.A, CCC e prefeitura local.

De acordo com a funcionária pública e moradora da rua Santos Dumont, Denize Coelho, existe atualmente um sentimento de preocupação, onde várias famílias construíram uma história e agora terão que deixar as suas residências. ‘”Não somos leigos, acerca do problema que de fato existe. Porem, como foi feito, nos deixou um pouco apreensivo. Faltou humanização para com a comunidade, humanização no acolher e como iriamos sair dali, onde ficamos sabendo da situação de forma brusca através das redes sociais e nesse momento, gostaria de perguntar: Pra onde vamos? Temos que sair de um local onde constituímos uma família e que tenho pais que são idosos de 76 e 65 anos, com algumas comorbidades”.

Ainda de acordo com Denize Coelho, não existia nenhum tipo de contaminação naquela área, que era um espaço natural, até a chegada de tanques que armazenaram produtos tóxicos. ”Qual o tamanho do problema? Qual a extensão dele? Hoje não sabemos qual o índice de contaminação que já tivemos mediante contato com o produto e como podemos fazer hoje referente a nossa saúde. Além disso, até o momento, não sabermos os valores que serão pagos pelas indenizações e se estarão atendendo a realidade de cada um, para que possamos comprar um novo imóvel”, finalizou.

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