Foto-Divulgação-Atlético de Alagoinhas
Depois de empatar por 2 a 2 em casa, no estádio Carneirão, o Carcará ganhou do Bahia de Feira, de virada na grama sintética da Arena Cajueiro por 3 a 2, neste domingo(23), para se sagrar campeão baiano pela primeira vez em sua história de 51 anos.
Com uma campanha segura, o Atlético de Alagoinhas chegou à última rodada da primeira fase já classificado, com 13 pontos conquistados: quatro vitórias, quatro derrotas e um empate. Já garantido na fase seguinte, a equipe relaxou e foi derrotada pelo Vitória da Conquista, caindo da vice-liderança para a 4ª posição, fator que lhe tirou o direito de decidir semifinais e finais dentro de casa.
Só que o time de Alagoinhas mostrou sua força na semifinal ao derrubar o Juazeirense, equipe de melhor campanha na competição. Venceu o jogo de ida por 2 a 1, perdeu a volta por 1 a 0, mas garantiu a vaga na final nos pênaltis, em uma atuação iluminada do goleiro Fábio, que defendeu três cobranças.
Na decisão contra o Bahia de Feira, surgiu outro herói: Ronan. Sai dos seus pés, os dois gols do Carcará que garantiram o empate no jogo de ida, fundamental para manter a equipe viva. O segundo deles, no último minuto de jogo, foi uma pintura: ele saiu driblando desde o meio-campo e acertou um belo chute no ângulo.
E teria muito mais. No jogo de volta, na Arena Cajueiro, o time não se abateu com o gol contra de Iran. Tampouco o zagueiro, que pouco tempo depois se redimiu e empatou. Depois, Ronan brilhou mais uma vez em cobrança de pênalti. Por sinal, gol que deu ao atacante o topo da artilharia do campeonato, com cinco gols marcados, três deles nos dois jogos das finais. Mais tarde, Dionísio fez o gol do título.
O vice-campeonato estadual de 2020 foi doloroso para o Atlético de Alagoinhas, que fez dois jogos duríssimos diante do Bahia e só foi derrotado nos pênaltis. Mas, no fim, pareceu uma etapa para o título que estava por vir. Em 2021, o Carcará se mostrou pronto e seguro diante de todas adversidades que vieram. E foram muitas. Com justiça, campeão Baiano 2021.
( Fonte-G1 )
