Dúvida. Incerteza. Medo. Essas palavras foram ditas pela representante da Comissão dos Moradores do Apicum, em Madre de Deus, Denice Coelho, ao jornalista Jorge Freitas, após ela ter sido recebida pelos vereadores na manhã desta terça-feira (8).
Aproximadamente 200 famílias dessa localidade vivem um drama pela possível desapropriação de suas residências, por conta de contaminação por produtos tóxico, no terreno da Companhia de Carbonos Coloidais (CCC).
O processo de retirada está sendo feito, através de um (TCA), Termo de Compromisso Ambiental, junto ao Ministério Público da Bahia MPE/ BA, com as empresas: Braskem S.A, CCC e Prefeitura de Madre de Deus, onde foi publicado o Decreto Nº 030/2021, de 16 de fevereiro, tornando a área “contaminada’’ Utilidade Pública.
De acordo com Denice, o objetivo da reunião que reuniu os vereadores Adailton do Suape (PCdoB), Michele Paz (PSD), Renato de Martins (PSD), Val Peças (PSB), Jodiane de Jajai ( PTB ), o presidente da Câmara Paulinho de Nalva (Republicanos) e o secretário de Meio Ambiente do município André Ferraro; foi fortalecer ainda mais a comissão tendo o apoio dos vereadores e de agentes da Prefeitura.
“Viemos aqui para tratar da remoção das casas e montar uma comissão mais forte para resolver esse problema. A gente não tem como entrar numa briga dessa envergadura sozinhos, por isso precisamos do apoio dos vereadores. Precisamos de esclarecimentos, pois ninguém explica nada, queremos saber para onde vamos, qual será o valor dos nossos imóveis, enfim, são muitas dúvidas”, lamentou Denice.

Já o vereador Adailton Suape – Líder da oposição na Câmara – disse que a Braskem deve se posicionar em relação ao valor que será destinado para os moradores antes mesmo de deixarem suas respectivas casas. “Sabemos que o valor do imóvel em Madre de Deus é muito alto, se essas pessoas tiverem de sair que elas saiam com um preço justo, porque ali existe um passivo de saúde, de social e por isso iremos fazer o convite a essa empresa para que possa comparecer a uma reunião e explicar sobre isso”, adiantou.
O secretário André Ferraro tratou de minimizar a situação, dizendo que a desapropriação pode acontecer como também não pode. “ A gente tá chegando num momento decisivo no processo, mas faz parte do acordo que a gente (Prefeitura), ficaria apenas como observador. Inclusive esse processo pode voltar à estaca a zero, se a questão indenizatória não for justa com os moradores”, ressaltou.
De acordo com os presentes, uma nova reunião será marcada para a próxima terça-feira( 15 ), para que a Comissão comece a traçar novas alternativas sobre o tema. Confira as entrevista na íntegra
