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Na madrugada deste domingo, 8, a partir das 2h (no horário da Bahia), a baiana Bia Ferreira tenta entrar para a história como a primeira mulher brasileira a subir no topo do pódio do boxe numa Olimpíada. Ela vai enfrentar a irlandesa Kellie Harrington na decisão da medalha de ouro da categoria peso leve (até 60 kg).
As duas atletas nunca se enfrentaram antes. Porém, será um duelo de campeãs mundiais, título que Bia conquistou em 2019 e Kellie em 2018. Pai e treinador da lutadora baiana, Raimundo Oliveira Ferreira, o Sergipe, tem trocado a noite pelo dia e segue rigorosamente o fuso horário de Tóquio para acompanhar a filha. “Eu durmo 21h, 22h, depois das aulas que dou na academia, mas desde que ela foi para o Japão, eu nem durmo. Vivo bêbado de sono. Preferia mil vezes entrar no ringue e lutar do que ver minha filha lutando”, contou Sergipe.
Vivendo muita emoção com o protagonismo de Bia nos ringues de Tóquio, ele diz estar orgulhoso e confessa viver com muita expectativa diante da promessa de Bia. A pugilista prometeu brigar pela medalha de ouro para dar de presente ao pai e técnico, com quem conversa a cada intervalo de lutas e treinos. “Uma medalha olímpica vai ser o melhor presente do Dia dos Pais que eu vou receber”, vibrou.
Como especialista na modalidade, Sergipe decifrou a artimanha da adversária de Bia para esta luta final: “Ela gosta de bater e correr. É a tática dela. Mas se ela correr, vai ser caçada. Se partir para o ataque, vai arranjar problema porque é o que Bia quer, e ela tem a mão dura. Só disse a Bia para tomar cuidado com essas entradas porque a irlandesa tem uma envergadura maior”.
