É uma das tradições a queima de fogos de artifício durante os festejos juninos. Mas, se eles não forem de qualidade ou manuseados de forma adequada, o que era para abrilhantar a festa pode provocar graves acidentes, como incêndios, queimaduras, amputações, perda de visão e lesões auditivas, principalmente, nas crianças.
A nossa tradicional festa de São João que não acontece há dois anos merece ser com segurança. Dessa forma é necessário uma ação de cada Prefeitura Municipal junto com a Defesa Civil orientando a população. O uso dos artefatos explosivos requer cuidados. O primeiro cuidado diz respeito à procedência. A população deve comprar os fogos de artifício somente em locais autorizados, pois eles trazem a identificação e as orientações do fabricante, que devem ser seguidas à risca.
A classificação dos fogos também deve ser observada. Os de “tipo A”, como chuvinhas, estalos, entre outros são adequados para as crianças, mas elas nunca devem comprá-los ou soltá-los sozinhas. Os demais tipos (B, C e D) só devem ser utilizados por adultos.
Os fogos devem ser sempre manuseados em áreas abertas, sem fiação elétrica por perto e em locais afastados das pessoas. Nada de áreas fechadas, de guardá-los no bolso ou de apontá-los para janelas ou pessoas. Caso os fogos falhem, não reutilize, ao invés disso, por segurança, jogue água sobre o pavio.
Aquela turma que gosta da fogueira cuidado tenham muito cuidado. Tem pessoas que quando ver a fogueira apagando pega o recipiente com álcool esguicha para aumentar o fogo, a garrafa pode explodir, provocando queimaduras. Neste caso ou diante de qualquer acidente provocado por fogos de artifício, a primeira orientação é lavar a área atingida somente com água corrente até o alívio da dor.
A queimadura não deve ser tocada e sobre ela não deve ser utilizada nenhuma substância, como manteiga, pó de café, creme dental ou pomada. Caso na área lesionada seja formada uma bolha, ela não deve ser furada e nem descolar os tecidos grudados na pele queimada. O correto é procurar imediatamente o atendimento médico especializado no hospital ou unidade de pronto atendimento.
Por – Dr Roberto Santos, médico especialista em Saúde da Família
