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Golpe na USP: Empresa de formatura vai bancar a festa de estudantes de Medicina, diz Procon

Estudante da USP confessa golpe, mas responderá em liberdade, afirma delegada

Em conversas com o Procon-SP na tarde desta segunda-feira, 23, a Ás Formaturas, empresa contratada para organizar a festa de graduação dos estudantes da 106ª turma de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), afirmou que pretende realizar a comemoração dos futuros médicos, que foram vítimas de um desvio de R$ 927 mil pela presidente da comissão de formatura, Alicia Dudy Muller Veiga, de 25 anos.

A empresa foi à sede do órgão de defesa prestar esclarecimentos sobre o caso nesta segunda. Na conversa, representantes da Ás Formaturas se comprometeram a entrar em contato com cada um dos 130 estudantes da 106ª turma para anunciar a proposta de realizar a festa, que está prevista para janeiro de 2024.

A ideia é que os estudantes continuem pagando o que ainda restava para completar o valor total da festa e a Ás Formaturas banque os R$ 927 mil perdidos. O valor, que antes ficava sob gestão da Ás foi repassado pela empresa para Alicia, para a conta pessoal da estudante. Aos delegados, ela disse que solicitou o dinheiro por entender que a organização não o administrava bem.

 

Em nota, o Procon informou que a Ás negociava diretamente com as 20 pessoas que compunham a comissão de formatura, e que era esse o grupo quem decidia sobre as transferências do dinheiro da festa. A comunicação, de acordo com a empresa, acontecia por meio de grupo de WhatsApp e que o assunto dos repasses era tratado neste espaço, sem a ciência de todos os formandos.

 

Contrato ‘informal’

Segundo o Procon, o contrato assinado entre os 130 estudantes e a Ás Formaturas é um “documento informal” e que, por isso, “não há garantia de segurança jurídica para os formandos que contrataram a empresa”. O contrato, na avaliação do órgão, é “omisso em diferentes pontos” e foi “mal gerenciado”, o que teria colaborado para a concretização do desvio por parte da aluna.

Mesmo assim, o Procon diz que pelo Código de Defesa do Consumidor, a Ás Formaturas também deve ser responsabilizada pelo caso, “independente de dolo ou culpa”.

A empresa deverá se reunir novamente com o Procon em 15 dias para apresentar o resultado da conversa com os estudantes. Se eles aceitarem a proposta da Ás, a organização deve apresentar ao órgão um plano de conformidade, que deverá ser acompanhado até a data da festa.

 

Fonte: Terra

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