Duas pessoas LGBTQIA+ morreram a cada três dias no Brasil em 2022. Desse total, 83,5% foram assassinadas. Ao menos é o que indica dados do Observatório de Mortes e Violências contra LGBT+ no Brasil, divulgados na quinta-feira, 11.
Segundo o documento, 273 pessoas LGBTQIA+ morreram de forma violenta no País, das quais mais da metade das vítimas eram mulheres trans ou travestis (159 mortes). Os homens gays são o segundo grupo que mais morreu em 2022, totalizando 96. Homens trans ou pessoas transmasculinas e lésbicas tiveram 8 mortes.
Assassinato é a principal causa das mortes nos dois grupos (134 mulheres trans ou travestis e 86 homens gays). A média de idade das vítimas ficou entre os 13 a 75 anos, mas a maioria tinha entre 20 e 29 anos.
Embora exista queda em relação aos números de 2021, quando o dossiê registrou 316 mortes, o Brasil continua campeão no ranking mundial desses crimes há 14 anos, seguido pelo México, com 120 mortes. Em 2020, foram apurados 237 assassinatos.
“O Brasil é o país onde mais se mata LGBT no mundo”, concluiu Alexandre Bogas, fundador da ONG, à Agência Brasil.
