A Petrobras informou nesta sexta (22) que recebeu da Mubadala Capital uma proposta oficial para formação de uma parceria estratégica e que avaliará a aquisição de participação acionária na Acelen (controladora da Refinaria de Mataripe) e na Acelen Energia Renovável, que desenvolve um projeto de uma biorrefinaria anexa à refinaria na Bahia.
A Mubadala Capital formalizou a proposta com os principais termos e condições da eventual parceria nas áreas de refino e biorrefino.
Segundo a Petrobras, o modelo de negócio a ser analisado levará em consideração investimentos futuros e desenvolvimento de novas tecnologias em conjunto com a Mubadala Capital.
A petroleira brasileira esclareceu, em nota, que a proposta ainda será objeto de avaliação interna. E destacou que eventuais decisões de investimentos deverão passar pelos “processos de planejamento e aprovação previstos nas sistemáticas aplicáveis”, a partir da demonstração de sua viabilidade técnica e econômica.
A Refinaria de Mataripe é a antiga Landulpho Alves (Rlam), primeiro projeto de refino vendido no processo de desinvestimento da Petrobras durante o governo de Jair Bolsonaro.
A unidade hoje é operada pela Acelen, do Mubadala, o fundo soberano de Abu Dhabi, que assumiu a operação em dezembro de 2021 depois de desembolsar US$ 1,8 bilhão.
Localizada em São Francisco do Conde (BA), possui capacidade de processamento de 333 mil barris/dia; quatro terminais de armazenamento; e um conjunto de oleodutos que interligam a refinaria e os terminais.
Fonte: EPBR
